Apresentação do livro Medusa no Palácio da Justiça ou uma História da Violação Sexual , de Isabel Ventura, Edição Tinta Da China

Apresentação do livro Medusa no Palácio da Justiça ou uma História da Violação Sexual de Isabel Ventura, edição Tinta da China.

Com Clara Sottomayor e Isabel Aguiar Branco

VIOLAÇÃO, ESTUPRO, ATENTADO AO PUDOR, ASSÉDIO: A PRIMEIRA GRANDE INVESTIGAÇÃO SOBRE VIOLÊNCIA SEXUAL EM PORTUGAL
Houve uma época em que a violação podia ser perdoada se o agressor casasse com a vítima, para reparar o mal feito à família (e não à mulher). Durante décadas, a lei (e a medicina) defendia que uma violação não se podia consumar se a mulher não quisesse. Até depois dos anos 1980, só se considerava violação quando havia cópula completa, ou seja, penetração vaginal com ejaculação — preferencialmente, com marcas claras de violência, para provar que a mulher «resistiu até ao fim». E há, até aos dias de hoje, acórdãos de tribunal a julgar o comportamento das vítimas e a encontrar atenuantes para o crime quando uma mulher é «experiente», «adúltera», «provocadora».
Analisando várias teorias — das sociais às biologizantes —, séculos de leis e centenas de casos judiciais, Isabel Ventura faz um retrato complexo, muitas vezes chocante, da violência sexual em Portugal.


Isabel Ventura
Isabel Ventura (Lisboa, 1975) doutorou se em Sociologia na Universidade do Minho, com a tese Medusa no Palácio da Justiça - Imagens sobre mulheres, sexualidade e violência a partir dos discursos e práticas judiciais, que deu origem ao livro publicado na Tinta-da-china (2018) e que valeu à autora o Prémio APAV Investigação. É mestre em Estudos sobre as Mulheres (Universidade Aberta) e licenciada em Jornalismo (Universidade de Coimbra). É docente convidada da Escola de Direito da Universidade Católica do Porto, onde coordena o seminário de mestrado «Direito e Género: o caso dos crimes sexuais», e membro do conselho editorial da editora científica Palgrave Communications. Coordena a Rede de investigador@s emergentes da APEM (Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres). Com a Tinta da china publicou também, em 2012, o livro As Primeiras Mulheres Repórteres.

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